8 de agosto de 2008

REGRESSEI....

Já alguns dias que aqui não vinha, não por falta de vontade mas, Guilherme nem sempre as coisas correm como nós desejamos e por exemplo já estou à muitos dias sem te ver e isso está a aborrecer-me, mas adiante. Tenho agora oportunidade de te mostrar individualmente alguns dos brinquedos com que brinquei.


Há um que me era muito aborrecido; o do cavalinho com a carroça, porque o cavalo estava sempre a dar cambalhota ao mínimo obstáculo mesmo muito pequenininho. O rakrakrak, a avó Amélia só me deixava brincar com isto no quintal porque não suportava o barulho, e também punha reticencias com o passarinho, aqui era taktaktak.





Este reboque (com guindaste) era um dos meus predilectos, porque me permitia recriar situações de rebocagem de pequenos carrinhos e barquinhos. E também umas caixinhas muito especiais de cortiça, que nunca mais voltei a ver e tu também não irás ver proválvelmente. Estas pequeninas caixas em cortiça, continham as ampolas das injecções. Então o avô com fio de embrulho (agora é fita-cola ou fita-decorativa) amarrava a caixa como se fosse um pequeno embrulho e pendurava no guindaste e levava a "mercadoria" para a outra ponta da casa, o que dava um grande trabalho, com paragens... por diversos sítios.


Esta motinha com atrelado também gostava de brincar porque deslizavam muito bem quando tinham alguma coisa dentro. As rodas e os eixos eram metálicos e por isso andava bem.
Em conjunto com estes brinquedos havia os pequeninos barquinhos feitos com casca de árvore, que eram moldados raspando na pedra dos passeios e que o avô já te ensinou a fazer, quando fomos no comboio azul e atravessamos a ponte 25 Abril sobre o rio Tejo. Lembraste ?

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Fiz dezenas deles e brincava no tanque de lavar roupa, ou nos dias mais frios a minha avó deixava-me brincar na cozinha, numa bacia grande com alguma água.Quando mais rapazote e já sabia ter cuidado com facas ou canivetes (navalhas) fazia barcos com as bases das folhas das Palmeiras, que caíam durante o inverno e dava-me tempo para fazer os barcos aos bocadinhos, até chegar os dias bons da Primavera para ir brincar com eles para as Linguetas do cais. As bases das folhas tem a forma básica de um casco de barco, e isso facilitava muito a feitura, mas era trabalhoso... ainda fiz uma meia dúzia deles na minha vida.

Netinho que tenhas usufruído muito no teu mundo do brincar.