
NÃO ADIANTA UM HOMEM MANTER O LIVRO DA SUA VIDA FECHADO. HAVERÁ SEMPRE ALGUÉM QUE O VAI ABRIR MESMO QUE PARA LER UMA SÓ PÁGINA.
12 de julho de 2008
AS MINHAS LUNETAS

O CHAPÉU DE PALHA E O DIRECTOR ESCOLAR


Portanto festa local, igual a férias escolares. E...como tinha uma avó muito amiga e querida, que me dava vinte e cinco tostões, (2$50 dois escudos e cinquenta centavos) que era suficiente para ir de Eléctrico até Matosinhos e encontrar-me com os meu colegas que residiam por ali nas proximidades. Com os meu tostões e os deles fazíamos grande festa nos carroceis e matraquilhos. Agora já posso falar no chapéu.
UM PARTO DIFICIL

11 de julho de 2008
APRENDER A NADAR
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Talvês, com os meus oito anos, uma das minhas aventuras de "natação" era ir para casa da minha tia Maria, que ficava muito próximo da casa da minha avó na Rua do Passeio Alegre. Era uma casa antiga (como todas daquela rua), mas esta não tinha electricidade. Recordo-me que era uma casa com muitos recantos e um pouco escura, tinha um grande quintal à frente com um tanque de lavar roupa. Era um tanque enorme. Muitos anos atrás havia em alguns locais tanques de água comunitários, onde as mulheres lavavam a roupa. Portanto eram caixas de água corrente para dez ou vinte mulheres lavarem a roupa.
9 de julho de 2008
OUTRAS NOVAS RECORDAÇÕES
Guilherme ontem completaste sete aninhos, já passaste para ao 2º ano.
E podes crer, que hoje já começas a ser uma recordação para mim de quando te lia histórias, te cantarolava ao ouvido e te punha na caminha, te dava de papar.
As idas aos Parques e tantas outras coisas de que tu gostavas.
Também és parte dos meus recortes que são destinados a ti, meu neto.
8 de julho de 2008
7 de julho de 2008
OS LIVROS DE AVENTURAS


1 de julho de 2008
OS BRINQUEDOS
29 de junho de 2008
AGRADECIMENTO

AS BRINCADEIRAS COM PRIMO PEDRO
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O Pedro (o meu primo) que uma ou duas vezes por semana ia lá a casa com a mãe, a minha tia Elvira, às vezes levava algum brinquedo de "luxo" como era o caso de um Jipe militar que era de dar à corda e andava sozinho. Um tanque de guerra que andava e fazia estalidos com relampâgos na ponta do canhão.
Bem... nesses dias eu tornava-me num cachorrinho amedrontado e triste; primeiro porque ele tinha tendência a não me deixar brincar com as coisas dele, segundo se eu insistisse sofreria com o ímpeto agressivo que ele tinha.
Ele tinha brinquedos mais caros de que os meus. E porquê ?
Muito simples, o pai era Funcionário bancário e o avô paterno Gerente bancário.
Neste tempo, pós-grande guerra, estou a falar de 1954/5/6 isto fazia uma grande diferença na sociedade.
Agora o que é importante para mim é que desde muito menino aprendi que nem todas as crianças eram iguais.
DESCULPA-ME
Nunca escrevi nenhum diário e muito menos sobre mim.
Desde pouco antes de nasceres, e já estás a fazer sete anos, até agora que o avô pouco leu. Embora antes sempre tivesse lido muito.
28 de junho de 2008
OS MEUS BERÇOS
Voltando aos meus berços, lembro-me do colo da minha avó e quando ela me convidava para ir brincar em cima da sua cama, que era muito grande, isto enquanto ela estava à janela e ao mesmo tempo velava pela minha pessoa. Era uma sala grande, com uma espaçosa cama de casal.
Gostava muito, porque tinha muito espaço disponível e muita luz. Das duas janelas desta sala via-se a entrada da Foz do rio Douro até Sobreiras, local de uma curva do rio para a esquerda seguindo-se um sitio chamado Massarelos. Via-se os Navios que passavam, os barcos pequenos (os botes), o Marégrafo local de sinalização dos Pilotos para os Navios, o Salva-Vidas que servia principalmente para ir salvar pescadores cujos barquitos se viravam nas águas do rio procurando vencer as correntes com o peso das suas redes de pesca. As lanchas dos Pilotos e outras coisas que irei tentar falar-te.
(voltarei a falar deste quadro, que além do mais, foi o local onde pelas primeiras vezes, aprendi alguns dos valores da vida)
Como deves imaginar as casas antigamente eram grandes e o mobiliário também.
Uma "foto" dessa sala que ficava no andar de cima será: uma cómoda muito grande com grandes gavetas, um pequeno móvel onde estava um rádio e outras coisas, a tal cama de que falei, duas mesinhas de cabeceira, duas ou três cadeiras e mais duas coisas altas quase da altura de um adulto, creio que lhe chamavam "colunas" imagina umas mesas com umas pernas muito altas e que o tampo não é maior que o diâmetro de uma bola futebol. Tudo isto em madeira de cor castanha, com muitos relevos e sendo peças muito pesadas. Ah...faltava falar do guarda-vestidos (agora guarda-fatos) que não era do mesmo estilo do restante mobiliário, mas tinha um espelho externo com que comecei a avaliar as minhas próprias palhaçadas, danças, e....mais tarde a vaidade de rapazinho levava a pentear-me vezes sem conta à sua frente.
23 de junho de 2008
RETRATOS DA MINHA INFÂNCIA - 1

Faz um canto a casa onde nasci, era da minha avó materna Amélia.
A porta de garagem era uma janela, o andar de cima era recuado.
O passeio vinha só até à árvore que nunca lá esteve. E na casa vizinha côr de rosa, a porta de garagem era uma loja de tecidos, linhas, material de pesca, e mais importante !!! brinquedos, que hoje só os verás no Museu do Brinquedo. Lá morava a Dª Esolina (?) avó do Zé Manel, que era da minha idade e com quem brincava à porta das nossas casas. E como os nossos quintais eram separados por um muro, podia ir para o quintal dele porque eu tinha uma janela da qual bastava dar um passo para a borda do muro e saltar. Mas ele não podia, porque do meu lado se caísse era muito alto. ah!ah!.
Rodeado de barcos de todos os tipos (na época). Barcos de pesca como as Traineiras, era vê-las da minha janela a sair a barra (Foz do rio) a meio da tarde para a faina da pesca à sardinha. Os barcos a remos dos pescadores que iam largar as suas redes pequenas ( os Quartos ) ao correr do cais da marginal desde os Pilotos até ao Cais Velho para a pesca da Solha e do Robalinho.

P.S. este desenho foi feito pela Isabel, esposa do Tó-Zé; lembras-te dele ??











